O sistema legislativo trabalhista no Brasil: consolidação ou codificação do direito do trabalho? El sistema jurídico del trabajo en Brasil: ¿consolidación o codificación del derecho laboral?
A principal lei trabalhista no Brasil é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) Decreto lei 5.452 de 1º de maio de 1943, sancionada pelo Presidente na época, Getúlio Vargas. Até os dias atuais, o presidente da república que mais contribuiu com leis protecionistas para os trabalhadores brasileiros foi Getúlio Vargas.
Notadamente, de 1943 a 2025 muita coisa mudou na sociedade, principalmente na relação entre empregado e empregador. Em 2017, a CLT passou pelo crivo da Reforma Trabalhista, Lei 13.467/2017. Muitos dispositivos da Reforma ainda se encontram em análise de sua constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.
A sensação para os operadores jurídicos trabalhistas é de insegurança jurídica, pois não há um consenso na interpretação da norma trabalhista, em todas as instâncias da Justiça Especializada. Assim, o advogado trabalhista tem que lidar com a interpretação do juiz da vara, do desembargador do tribunal e dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho e dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Basta correr os olhos pela Consolidação das Leis do Trabalho, para constatar o número expressivo de artigos que já foram revogados. Diante disto, se propõe a reflexão anunciada no título deste artigo: consolidação ou codificação do Direito do Trabalho?
Já escrevemos em outros trabalhos que, o Brasil precisa rever sua legislação trabalhista urgentemente, e unificar a interpretação do direito do trabalho brasileiro. A forma como está nos dias atuais dificulta muito o trabalho dos operadores, e da declaração do próprio direito trabalhista das partes do contrato de trabalho.
A Consolidação das Leis do Trabalho já atingiu seu objetivo no Brasil. É hora de avançar nesse sistema com a codificação do Direito do Trabalho. A codificação é o sistema de direitos mais modernos e seguros já revelados em toda história da sociedade humana. No direito Romano por exemplo, Justiniano já se encarregava de criar o código de direito civil regulando a conduta das pessoas em sociedade.
Até hoje o direito civil vem sendo aplicado na sociedade com base na codificação. Esta experiência indica que para o direito do trabalho não é diferente.
Temos como exemplo o Código do Trabalho de Portugal, Lei nº 7/2019. Embora a realidade socieconômica do Brasil e Portugal sejam diferentes, podemos adotar como exemplo e modelo a sistematização do direito do trabalho feita em Portugal.
Anotamos que os legisladores e as Universidades em Portugal buscam sempre atualizar a legislação trabalhista daquele país, com estudos acadêmicos e debates com a sociedade, uma vez que a relação trabalhista sofre uma mutação com o passar dos tempos.
Esta mudança de mentalidade quanto ao sistema legislativo trabalhista depende de uma cooperação dos Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Assim como fez Getúlio Vargas em 1943 em sancionar a CLT, um líder do executivo que tome a iniciativa de codificar o direito do trabalho brasileiro, facilita o debate no legislativo e a aplicação do direito do trabalho pelo judiciário.
Para que isso ocorra, as Universidades brasileiras em suas cadeiras de direito do trabalho, precisam trazer o debate aos seus acadêmicos. Fomentar o conhecimento jurídico científico trabalhista, e apontar soluções através de institutos trablhistas para fortalecer a aplicação e interpretação do direito do trabalho.
No entanto, a ideia de que a codificação do direito do trabalho irá dificultar a vida dos empresários e empregadores está ultrapassada. Isto porque, existe esse pensamento de que a codificação é a favor do empregado e irá lhe favorecer ainda mais. Não se trata, contudo, de somente proteger o empregado, mas regular o relacionamento entre empregado e empregador. Não esquecemos que a relação jurídica trabalhista é marcada por direitos e obrigações recíprocas previstas no contrato de trabalho.
Para encerrar a reflexão, a ideia de codificação aparenta uma melhor organização dos institutos do direito do trabalho incorporados no código do trabalho. Sem sombras de dúvidas que irá facilitar a vida de todos os operadores do direito do trabalho e das partes do contrato de trabalho.
Com a codificação do Direito do Trabalho todos nós ganhamos: estabilidade do direito do trabalho, unificação de interpretação deste ramo do direito, celeridade no Poder Judiciário trabalhista, e êxito na entrega da prestação da tutela jurisdicional Especializada.
Emiliano Cruz da Silva
Advogado trabalhista.
La principal ley laboral en Brasil es la Consolidación de las Leyes del Trabajo (CLT), Decreto-Ley 5.452 del 1 de mayo de 1943, sancionada por el entonces presidente Getúlio Vargas. Hasta la fecha, el presidente que más contribuyó a la legislación protectora de los trabajadores brasileños fue Getúlio Vargas.
Cabe destacar que, entre 1943 y 2025, la sociedad ha experimentado grandes cambios, especialmente en la relación entre empleado y empleador. En 2017, la CLT fue sometida al escrutinio de la Reforma Laboral, Ley 13.467/2017. Muchas disposiciones de la Reforma aún se encuentran bajo análisis de constitucionalidad en el Supremo Tribunal Federal.
La percepción entre los profesionales del derecho laboral es de incertidumbre jurídica, ya que no existe consenso en la interpretación de la legislación laboral en todos los niveles de los Tribunales Especializados. Por lo tanto, los abogados laboralistas deben lidiar con las interpretaciones de los jueces de primera instancia, los jueces de apelación y los ministros del Tribunal Superior del Trabajo y del Supremo Tribunal Federal.
Un vistazo rápido a la Consolidación de las Leyes Laborales revela la importante cantidad de artículos que ya han sido derogados. Ante esto, proponemos la reflexión que encabeza este artículo: ¿Consolidación o codificación del Derecho Laboral?
Hemos escrito en otras obras que Brasil necesita urgentemente revisar su legislación laboral y unificar su interpretación. La situación actual dificulta enormemente el trabajo de los profesionales y la declaración de los derechos laborales de las partes del contrato de trabajo.
La Consolidación de las Leyes Laborales ya ha cumplido su objetivo en Brasil. Es hora de impulsar este sistema con la codificación del Derecho Laboral. La codificación es el sistema de derechos más moderno y seguro jamás revelado en la historia de la humanidad. En el derecho romano, por ejemplo, Justiniano ya fue responsable de la creación del código civil que regula la conducta de las personas en sociedad.
Hasta el día de hoy, el derecho civil se ha aplicado en la sociedad basándose en la codificación. Esta experiencia indica que el derecho laboral no es diferente.
Podemos tomar como ejemplo el Código Laboral portugués, Ley n.º 7/2019. Si bien las realidades socioeconómicas de Brasil y Portugal son diferentes, podemos adoptar la sistematización del derecho laboral en Portugal como ejemplo y modelo.
Observamos que los legisladores y las universidades portuguesas buscan constantemente actualizar la legislación laboral del país mediante estudios académicos y debates con la sociedad, ya que la relación laboral experimenta cambios con el tiempo.
Este cambio de mentalidad respecto al sistema de legislación laboral depende de la cooperación entre los poderes del Estado: Legislativo, Ejecutivo y Judicial. Al igual que Getúlio Vargas en 1943 al sancionar la CLT (Consolidación de las Leyes del Trabajo), un líder ejecutivo que toma la iniciativa de codificar el derecho laboral brasileño facilita el debate en el legislativo y la aplicación de la legislación laboral por parte del poder judicial.
Para que esto suceda, las universidades brasileñas, a través de sus departamentos de derecho laboral, deben acercar este debate a sus estudiantes. Deben fomentar el conocimiento jurídico científico en derecho laboral y proponer soluciones a través de las instituciones del derecho laboral para fortalecer la aplicación e interpretación del derecho laboral.
Sin embargo, la idea de que la codificación del derecho laboral dificultará la vida de empresarios y empleadores es obsoleta. Esto se debe a la creencia de que la codificación favorece al empleado y lo beneficiará aún más. Sin embargo, no se trata solo de proteger al empleado, sino también de regular la relación entre empleado y empleador. No debemos olvidar que la relación laboral legal se caracteriza por los derechos y obligaciones recíprocos estipulados en el contrato de trabajo.
En conclusión, la idea de la codificación parece ofrecer una mejor organización de las instituciones del derecho laboral incorporadas al código laboral. Sin duda, facilitará la vida a todos los profesionales del derecho laboral y a las partes del contrato de trabajo.
Con la codificación del derecho laboral, todos ganamos: estabilidad en el derecho laboral, unificación de la interpretación de esta rama del derecho, celeridad en el sistema judicial laboral y éxito en la prestación de protección judicial especializada.
Emiliano Cruz da Silva
Abogado Laboralista.

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